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Batalha de Montes Claros 1665

A Batalha de Montes Claros é uma das mais importantes batalhas da consolidação do Reino de Portugal e da sua independência, travada em Montes Claros, no termo de Rio de Moinhos, no dia 17 de Junho de 1665 pôs fim á dinastia dos Habsburgos, daria assim lugar à nossa quarta dinastia de Bragança, cujo ventre materno tem origem borbense, o 1º Duque da Casa de Bragança, D. Afonso I era filho de Inês Perez natural de Borba, filha de Pero de Estevez, mais conhecido como o Barbadão, facto  que se deve à relação extra matrimonial de sua filha com o Mestre de Avis, primeiro Rei da Dinastia de Avis, por isso mesmo, Pero de Estevez jamais cortou a sua barba por desgosto e assim ganharia o cognome de Barbadão. D. Afonso I casaria com Beatriz Pereira Alvim, filha do Condestável Nuno Álvares Pereira e assim seria formado o berço da Casa de Bragança.

Como curiosidade, parte do êxito da Batalha de Montes Claros se deve ao esforço diplomático português com o Rei de Inglaterra D. Carlos II, na contratação do hábil militar Friederich Hermann Von Schönberg em 1660, com experiência em vários teatros de guerra, disciplinou o Exército, introduziu a "marcha de costado" evitando o efeito harmónico das tropas em marcha, foi essencial para evitar a surpresa do ataque inicial das tropas castelhanas do Marquês de Caracena, na Batalha de Montes Claros, pela rapidez com que o Exército português passou do dispositivo de marcha, ao de combate. Mas, se a peleja esteve até ao meio dia a pender para a vitória das tropas castelhanas, seriam as peças de artilharia como espojos de guerra da Batalha de Santa Vitória do Ameixial de 1663, onde as tropas do Conde Schönberg e do Conde de Vila Flor derrotaram as tropas de D. João de Áustria e assim,  mais um General castelhano se imolava nas Guerras da Restauração, das armas de artilharia apreendidas nessa batalha seriam utilizadas as lanternetas ou grilhões, verdadeira inovação, decepou pernas aos militares e às patas dos cavalos em fileiras ou filha numa só pelourada, devido à sua imprevisibilidade de trajectória e mesmo o seu efeito de ricochete após a colisão com o solo, utilizadas na Batalha de Montes Claros, com grande dano para as tropas do Marquês de Caracena.

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Lanterneta ou Grilhões

Facto curioso é a coordenação entre todas as Armas combatentes de Portugal nesta batalha, (Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia/Sapadores, Transmissões), pela primeira vez na história as cinco armas combatentes do reino de Portugal uniram esforços, com um Quartel-General actuando em uníssono, e não por acaso houve sempre um conjunto de estafetas que fizeram o trajecto de Estremoz, por isso não faltaram munições e pelouros às nossas tropas, quando após meio dia a artilharia castelhana se calou, as bocas de fogo do Conde da Ericeira obrigavam o Marquês de Caracena a bater em retirada, para passar a salto a fronteira nessa noite em Juromenha, antes se refugiara num fortim roqueiro no outeiro da Mina.

O Exército de socorro sediado em Estremoz. vem ao encontro de Vila Viçosa  sitiada desde o dia 09 de Junho de 1665, com efectivos e provisões somente para três dias resiste estoicamente até ao dia 17 de Junho, com mensageiros permanentes o Marquês de Marialva ressalva a necessidade de manter a guarda, para que a casa mãe da quarta dinastia não soçobrasse para mãos castelhanas, o que seria uma derrota simbólica. Mas a guarnição de Vila Viçosa, mesmo pouco numerosa, e coadjuvada por militares do Terço (Unidade orgânica tipo Regimento), de Trás-os-Montes combateu com  galhardia, e o Governador da Praça Cristóvão Pereira de Brito apesar de ferido no terceiro dia de cerco, teve de passar o Governo da Praça a seu filho. O Marquês de Caracena e os seus 22.000 mil homens, se no primeiro dia afirmava com toda a altivez que Vila Viçosa era "Castillo de una hora", perante o desespero dias depois reformularia a sua frase para "Castillo del Diablo". Nos dias em que esteve sitiada Vila Viçosa sofreu 245 ataques de artilharia, com pouco dano, a ousadia do governador foi mais além na provocação da ira dos castelhanos, quando ao terceiro dia de cerco, decide organizar uma procissão com a imagem de Nossa Senhora da Conceição, procissão realizada todos os dias e a artilharia castelhana troava sempre durante o ritual religioso, apesar disso os pelouros teimavam em não acertar no alvo.

Curiosidade unanimemente aceite por muitos historiadores espanhóis, que a morte de D. Filipe IV de Castela em Setembro de 1665 se deveu ao desgosto do monarca pela independência do Reino de Portugal. Pois o Marquês de Caracena passaria para Badajoz com somente 1.000 mil homens, 4.000 mil tombados em combate, 6.000 prisioneiros, 3.500 cavalos capturados, 14 peças de artilharia e 100 guiões de Unidade, além disso D. Dinis de Melo e Castro comandante dos terços de cavalaria "troncharia" muitos castelhanos (corte de orelhas).

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Pontos de interesse a visitar em Vila Viçosa: Varanda dos namorados (antigo Fortim de S. Bento), Porta do Nó ou da Vila, Janela de Lisboa e estátua equestre de D. João IV e do cavalo Baluarte do Escultor Francisco Franco - estandarte Real de Portugal da Batalha de Montes Claros Ig. Nossa Senhora da Conceição  - Castelo.

Borba: Quinta do General foi moradia do 1º Conde das Galveias D. Dinis de Melo e Castro/Paços do Concelho - azulejos/bustos alusivos á Batalha de Montes Claros - Padrão da Batalha de Montes Claros - Ermida Nossa Senhora da Vitória e Epígrafe da Batalha . Barro Branco

Experiências enológicas degustar um Vinho de Montes Claros:
Casa Museu Interativa de Borba:
https://www.emrezio.pt/ 
Adega de Borba
https://adegaborba.pt/enoturismo/

 (1) DIONÍSIO, Sant’Anna, “Museu-Biblioteca de Vila Viçosa”, página 199, Editorial Ática, 1947.

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